
Mário não poupava o mar de nada. Contava os segredos, fazia confissões, questionava o amor e, quando reclamava do silêncio, seu fiel ouvinte respondia banhando salgado o único amigo.
Toda a cidade mal dizia a amizade entre o bom menino e o velho traiçoeiro, além de roubar a vida de inocentes, agora comia todos os peixes deixando os moradores famintos e furiosos.
Mas, Mário sabia, o amigo, embora teimoso, era inocente. Como? Ele próprio respondeu ao pequeno. Disse das travessuras da lua e do vento responsáveis pelos dias de tormento e do sol, apaixonado se mostrava mais forte e brilhante para conquistar a amada.
O garoto explicava. Bastava prestar atenção e a voz do mar poderiam escutar. Qualquer dúvida, qualquer pergunta ou problema ele conseguia solucionar. Ninguém acreditava. A sentença para o pobre, isolamento. Nada de pesca, nada de barcos e brincadeiras. Era sozinho e sozinho iria ficar.
Mário não se importava e, todas as manhãs, o amigo visitava. Chegava chamando Omar, Omar, e ele respondia balbuciando alegre espumas para lá e para cá.
Passaram-se anos até que Mário se encantou pelo ser mais puro já encontrado. A menina dos cabelos melados era doce demais para tanto gosto salgado. Mário não teve alternativa, deixou a cidade e sofrendo despediu-se do amigo.
O mar, enfim sozinho, gelou-se todo da frieza do menino. Furioso, engoliu a cidade que zombava do destino infeliz, prometeu nunca mais calmaria, disse que do doce o amigo um dia esqueceria e Omar, Omar chamaria.
Ele ainda aguarda inquieto, abandonado e salgado o retorno de Mário.
Toda a cidade mal dizia a amizade entre o bom menino e o velho traiçoeiro, além de roubar a vida de inocentes, agora comia todos os peixes deixando os moradores famintos e furiosos.
Mas, Mário sabia, o amigo, embora teimoso, era inocente. Como? Ele próprio respondeu ao pequeno. Disse das travessuras da lua e do vento responsáveis pelos dias de tormento e do sol, apaixonado se mostrava mais forte e brilhante para conquistar a amada.
O garoto explicava. Bastava prestar atenção e a voz do mar poderiam escutar. Qualquer dúvida, qualquer pergunta ou problema ele conseguia solucionar. Ninguém acreditava. A sentença para o pobre, isolamento. Nada de pesca, nada de barcos e brincadeiras. Era sozinho e sozinho iria ficar.
Mário não se importava e, todas as manhãs, o amigo visitava. Chegava chamando Omar, Omar, e ele respondia balbuciando alegre espumas para lá e para cá.
Passaram-se anos até que Mário se encantou pelo ser mais puro já encontrado. A menina dos cabelos melados era doce demais para tanto gosto salgado. Mário não teve alternativa, deixou a cidade e sofrendo despediu-se do amigo.
O mar, enfim sozinho, gelou-se todo da frieza do menino. Furioso, engoliu a cidade que zombava do destino infeliz, prometeu nunca mais calmaria, disse que do doce o amigo um dia esqueceria e Omar, Omar chamaria.
Ele ainda aguarda inquieto, abandonado e salgado o retorno de Mário.
Nenhum comentário:
Postar um comentário