
Texto de Gabriela Araujo- baseado no conto simples "Mário e Omar"
É isso que dá deixar um amigo para trás.
A humanidade caminha em direção ao progresso tecnológico, enquanto relações humanas retrocedem.
Respeito, amor, fraternidade são palavras distantes do cotidiano. São conceitos pregados nas missas dominicais ou estampados em embalagens de alimentos. Afinal, agora só se fala em consciência ambiental.
Pergunto a você: o que é consciência ambiental?
A resposta provavelmente virá rápida e decorada. Agora responda: o que está em sua consciência capaz de mudar a relação entre você, a comunidade em que vive e o mundo?
Creio, o homem é um ser egoísta por natureza e sua relações com o semelhante e o meio em ambiente iniciam-se apresentando o final próximo.
Como seria o começo se não existisse o final?
Utilizo esse exemplo para embasar minha tese.
Mário adorava seu único amigo, o mar. Os dois mantinham um íntima e estreita relação apesar da forte oposição da cidade.
Partindo do princípio natural da harmonia entre os seres vivos, o bom menino encontrava amparo na imensidão do sábio e traiçoeiro amigo. Sábio, porém traiçoeiro. Nessa caracterização do mar é entregue a primeira dica do final da então perfeita harmonia e cumplicidade entre os personagens principais.
Apesar das diferenças a amizade persistiu por muitos anos até Mário, já homem, se encantar por uma mulher. Não existiu na história, como não existe no dia-a-dia, a possibilidade de compartilhar atenção, principalmente quando o elemento mulher está em jogo. Assim, Mário se viu obrigado a deixar seu amigo, muito amigo, para trás.
O final. O velho traiçoeiro engoliu com ondas gigantescas toda a cidade e vive a espera do amigo. Ele, certamente, nunca vai voltar.
Mas uma vez é provada a essência egoísta humana. Deixamos os belos conceitos da relação humana para caixas de suco de soja e comercial de margarina, sem sal, é claro!
A humanidade caminha em direção ao progresso tecnológico, enquanto relações humanas retrocedem.
Respeito, amor, fraternidade são palavras distantes do cotidiano. São conceitos pregados nas missas dominicais ou estampados em embalagens de alimentos. Afinal, agora só se fala em consciência ambiental.
Pergunto a você: o que é consciência ambiental?
A resposta provavelmente virá rápida e decorada. Agora responda: o que está em sua consciência capaz de mudar a relação entre você, a comunidade em que vive e o mundo?
Creio, o homem é um ser egoísta por natureza e sua relações com o semelhante e o meio em ambiente iniciam-se apresentando o final próximo.
Como seria o começo se não existisse o final?
Utilizo esse exemplo para embasar minha tese.
Mário adorava seu único amigo, o mar. Os dois mantinham um íntima e estreita relação apesar da forte oposição da cidade.
Partindo do princípio natural da harmonia entre os seres vivos, o bom menino encontrava amparo na imensidão do sábio e traiçoeiro amigo. Sábio, porém traiçoeiro. Nessa caracterização do mar é entregue a primeira dica do final da então perfeita harmonia e cumplicidade entre os personagens principais.
Apesar das diferenças a amizade persistiu por muitos anos até Mário, já homem, se encantar por uma mulher. Não existiu na história, como não existe no dia-a-dia, a possibilidade de compartilhar atenção, principalmente quando o elemento mulher está em jogo. Assim, Mário se viu obrigado a deixar seu amigo, muito amigo, para trás.
O final. O velho traiçoeiro engoliu com ondas gigantescas toda a cidade e vive a espera do amigo. Ele, certamente, nunca vai voltar.
Mas uma vez é provada a essência egoísta humana. Deixamos os belos conceitos da relação humana para caixas de suco de soja e comercial de margarina, sem sal, é claro!

















