sexta-feira, 30 de maio de 2008

Chega de saudade


Texto de Do Carmo


CHEGA DE SAUDADE
BELABILU

Ora, ora, ora, estou no extremo de minha paciência, não agüento mais essa ansiedade, esse meu mau humor . Até quando irei sofrer essa ausência tão concreta que me faz sentir um tufão de arrependimento?


Eu vivia tão tranqüilo, minha vida fluía linear, mas alegre e eu estava sempre pronto para um giro com os amigos. Mas por que eu fui tão radical e agressivo se o objetivo era uma simples brincadeira?


Agora não adianta lamentações, devo arcar com meus erros. Ah! que saudade!


Tarde de primavera morna, calçadas coloridas de gente feliz que saboreiam o ocaso displicente, andando sem destino certo..


Eu aqui, curtindo a solidão da multidão, buscando algo no vazio, sem saber o que fazer.


Será que é saudável sentir tanta amargura? Pensando bem, em devo estar ficando maluco, sofrer esse tempo todo sentindo o frio amargo do abandono, a carência do sabor quente do desejo, por tão fútil motivo? Chega de saudade, não quero mais esse negócio de você longe de mim, vou acabar com isso agora, já é tempo de voltar à vida alegre e despreocupada de meses passados. Vou reunir a rapaziada, vou entregar os pontos; estou quebrando minha insana aposta, e juntos vamos nos embriagar no delírio de muitos voluptuosos sorvetes.

Um comentário:

OFICINA DOS CRIADORES DE TEXTOS disse...

Que gostoso seu texto! Num rítimo atraente e com um espírito "jovial".
Um desfecho supresa que torna o clima ainda mais "jovial".